sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Abandono

Aqui nessa casa,
Só Solidão.

Discuto com espelho
A paixão que se apaga.

Amor que vai sem deixar pista
Só doloridas marcas,
E Alguma esperança de nova vida.

No silêncio da tua ausência,
Encontro a paz das lágrimas.

Rio que secou,
Nenhuma vida ali sobrou.

Pensamento que machuca,
Saudade que beira a auto-destruição

Acendo só mais um cigarro,
Pra não soltar um grito.

Brado capaz de atravessar paredes,
Quebra da tua janela o vidro,
E sua coleção de cristais.

A agonia do abandono,
Jamais cicatriza...

Teu desprezo fúnebre,
Enterrou as partes mais doces da minha existência.

Vivo agora de rancor,
Mágoa e desejo de vingança,
Aquela que tarda,
Mas não falha.

Algo capaz de te fazer sentir minha dor,
Que te jogue na fossa,
Que vivo desde que me deixou.

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