segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Garçon

No velho mundo vive a nova paixão.
Fresca como pãozinho de manhã,
Rara como uma obra do Louvre.

Ali esse garoto,
Que acha que é homem,
Leva a vida que queria levar
Toma seu vinho, ri, canta, pedala,
Mas sei que de solidão, às vezes, chora.

Saudade do lado de cá
Do calor, dos amigos, da família
torre Eiffel, nessa hora, deixa de ser tão bonita
Cidade iluminada parece escura.

Mas ele sabe usar a névoa a seu favor
Faz de tudo um aprendizado
Caminha e mantém o bom humor.

Assim vaga a alma de artista
Empurrando os dias pras noites
Coisas da sua vida vadia.

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