Observando a rua, paro
Começo a viajar
O barulho dos veículos
Me lembra o som agradável do mar
O fluxo das pessoas
Perfeito, linear
Seja a mãe com o filho no colo
A mulher da vida
Com um chapéu de penas vermelhas
Os vendedores de urso de pelúcia
Ou o ciclista maluco no rádio a falar
Só observo
Só observo
Meu pensamento
Chega a parar
Como as nuvens que hoje estão no céu
O raro céu azul de são paulo
É se hoje vejo a vida mais clara
Seja dentro de uma fé ingrata
Como qualquer besteira barata
Mas a cidade hoje não é caótica
Só porque nem liguei a TV
Ou porque não chove
Ou porque hoje não uso o transporte público
Ou porque não quero nem saber
Lento, lento, lenta
Passa passa e nem vejo o tempo
Outra coisa que não existe
Se não pra aqueles que inventaram o relógio.
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