segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Olha

Viu?
Não há nada.
Só um imenso vazio,
Vácuo do universo;
É estranho
É perplexo
Alguém que saiu
E ninguém substituiu;
Restituiu então a vaga.

Uma mente travada
O coração cansado
O desejo mais
Subjetivo e abstrato

Se distrai
Com qualquer besteira
Pra não pensar

Que seu destino
Há de ser sempre
Assim só,

Que a solidão
A escolheu de companheira.

Que essa barreira
De força
De coragem
E de independência
Nada mais é
Que um disfarce
De quem procura
Em todos os cantos,
O amor —
E nada encontra.

Continua o caminho
Sozinha
De grão em grão
De linha em linha.

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